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sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Preço da Traição, de Atom Egoyan


 Sou sempre seduzido pelo trabalho da Julianne Moore, e num primeiro momento eu não soube dizer se havia gostado ou não deste filme.
    O Preço da Traição me remeteu aos thrillers eróticos que lotavam as prateleiras da locadora onde trabalhei. Aquele típico filme B amparado por cenas eróticas.
    Aqui a historia (uma refilmagem do Francês “Nathalie”) ganha verniz de grande produção nas mãos de Atom Egoyan, diretor canadense especialista em temas como alienação e isolamento, e é justamente seu ponto de vista sobre estas questões que fazem toda a diferença aqui.
    

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Linha de Passe, de Walter Salles



Eu fiquei fascinado com o retrato tão fiel que o filme Linha de Passe fez sobre a periferia.
Morei durante muitos anos nas proximidades da Cidade Líder, onde o filme rodado. E sempre me  angustia  a maneira estereotipada que a periferia é retratada no cinema.
Claro que morar na periferia é uma realidade dura, um peso a mais nos ombros. É como um sapato velho com buracos que incomoda e não protege os pés como deveria.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Onde os Fracos não tem Vez, de Ethan Coen e Joel Coen


Quando era garoto, Joel economizou dinheiro suficiente cortando gramas para assim comprar uma câmera Vivitar Super-8 e junto com seu irmão Ethan refaziam filmes que viam na televisão estrelados pelo vizinho da mesma idade.
Aprenderam cinema praticando e brincando. Fizeram curtas metragem, assistência de direção e de produção em uma pequena produtora, até começarem a estudar na universidade.

Mutum (Brasil, 2007)


Vi este filme durante a Mostra de SP. Eu já deveria ter comentado sobre este belo trabalho de estréia de Sandra Kogut na direção de ficção. Mutum é baseado na obra de Guimarães Rosa, Campo Geral.
Na minha opinião, este filme faz parte de uma nova era no cinema nacional. Uma era onde cineastas estreantes colocam o foco principal na atuação dos atores vivendo a situação que o roteiro sugere. Onde a câmera acompanha seus passos, onde a palavra de ordem é “liberdade”. Uma liberdade que investiga a condição humana. Que busca retratar os sentimentos e sensações, o interno que move o externo.

Meu Nome Não é Johnny


Não consegui assistir a este filme até o final!
Não necessariamente porque ser ruim, mas não é estilo de filme que prende a minha atenção. A linguagem do filme me pareceu muito próxima de uma novela. Não há silêncio, o elenco não parece integrado.O Selton Mello está ótimo, mas daqui a pouco falo dele.
Não condeno a obra. Pelo contrário, indico. Vou revê-lo. É apenas a mim que minha opinião diz respeito.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Louca Obsessão, de Rob Reiner



Este pequeno filme de 1991, baseado num conto do Stephen King me chamou atenção na época pela excelente atuação da atriz Kathy Bates. Dia desses o revi na tevê e pude constatar quão o tema deste filme é atual e interessante.
O filme conta a historia de uma mulher solitária e amargurada que adora ler uma série de contos chamada “Misery”. Ela projeta na personagem do livro tudo o que deseja ser. Enquanto aguarda ansiosa a próxima publicação, ela fica vivenciando em seus pensamentos as emoções a trajetória daquela personagem forte e determinada a vencer na vida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A Casa de Alice - O elenco


Não há como falar sobre este filme sem citar o seu maior pilar: Os atores!
É muito bom ver atores entregues, dispostos a viver a possibilidade que o roteiro sugere. Um belo trabalho de todo o elenco. Neste caso, conduzidos pela preparação da Fátima Toledo.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ator: Sujeito que comete uma ação!


Em dezembro do ano passado, participei de um projeto bem bacana que atualmente está em fase de pós produção. Um curta-metragem, onde o roteiro (a meu ver!) fala sobre insegurança.

Desde sempre, as pessoas (graças a Deus, apenas a maioria) não medem conseqüência e cometem pequenos atos (ok, muitas vezes impensados) que machucam demais o outro. Seja um comentário, uma brincadeira, um gesto. Na maioria das vezes estamos apenas extravasando energia, negativa ou não. E a pessoa, coitada, só foi o catalisador.

O argumento do filme fala sobre um grupo de amigos que se reúne para um churrasco de domingo, e a partir de uma brincadeira do dono da casa, terminam expondo e humilhando uma das pessoas presente.
Este filme me fez refletir sobre quantas vezes as minhas inseguranças colidiram com as frustrações do outro. Quantas vezes eu machuquei alguém, pelo simples fato de não olhar e trabalhar o que realmente me incomodava.
Nós nunca sabemos o que trouxe alguém até aqui. Por isso tenho bastante cuidado em julgar alguém, mesmo isto sendo quase inevitável enquanto ser humano. Nem pense que eu sou o “senhor correto”, mas como já sofri muito com esse tipo de comportamento, procuro não fazer com o outro o que... Ah você já sabe!
A ideia deste projeto vai de encontro com a minha vontade de fazer cinema. Desde criança sempre quis ser ator. Acredito que um filme pode ser um grande amigo, um confidente. E amigos são para entreter e divertir, mas também nos ajuda lidarmos com a vida apontando possibilidades.
Vejo o oficio de ator como uma “troca”:
Me coloco dentro de uma possibilidade, mostrando a quem interessar, uma possibilidade.
Seja como ator ou espectador, um filme funciona para mim como uma grande troca de ponto de vista. Nele, eu tenho a oportunidade de olhar para uma situação, um personagem e sua historia, e a partir daí, refletir como eu poderia melhorar ou não como ser humano.

Pode parecer ingênuo, se parecer, melhor!

O mundo está precisando de boas vontades que não camuflam malicias.