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O tempo está passando.
O que você vê quando olha através do espelho? O que realmente enxerga? Existe alguma coisa lá? Ou apenas uma idéia? ... O tempo está passando... E você realmente existe? Ou é fruto da sua imaginação? ... Você sonha? Ou é um sonho? Uma idéia não realizada? ... Você continua imóvel. Mesmo sabendo que o tempo está passando... Olhando o relógio... Que não passa. O relógio é mais real que você. E você passa! Todos os dias eu me encontro um pouco mais no meio da minha própria insanidade. Ela chegou a tempo para me devolver. Qual a sua idéia de tempo? Qual o seu tempo?
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Sou sempre seduzido pelo trabalho da Julianne Moore, e num primeiro momento eu não soube dizer se havia gostado ou não deste filme.
O Preço da Traição me remeteu aos thrillers eróticos que lotavam as prateleiras da locadora onde trabalhei. Aquele típico filme B amparado por cenas eróticas.
Aqui a historia (uma refilmagem do Francês “Nathalie”) ganha verniz de grande produção nas mãos de Atom Egoyan, diretor canadense especialista em temas como alienação e isolamento, e é justamente seu ponto de vista sobre estas questões que fazem toda a diferença aqui.
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(Gênero: filmes de menina)
Mas, no desespero para assistir um filme e fechar uma segunda-feira conturbada e de poucas opções na vídeo-locadora... Vamos lá!
O filme segue religiosamente a cartilha da comédia romântica. Cada coisinha está em seu estratégico lugar.
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O MAR
Eu tive tantas vidas desde que iniciei a minha
Eu percebo que muitas vezes o medo de morrer
Impediu o começo de uma nova linha
Pois de mãos fechadas não há nada a receber
Se alguém falou como deveria ser
De ansiedade eu esqueci
Se alguém indicou como ter
Há certas coisas que não podem ser compradas
Se muitas vezes chorei pelo que recebi
É porque pedi de forma errada
Mergulhar não significa afogar o mundo
Meu mundo é meu único tudo
O meu interno que sempre me interno
Se houver derramamento de lágrimas
É por purificação
Para me deixar lavar e levar o todo
O mundo imundo que não me pertence
Para que eu possa voltar a nadar leve
De volta ao meu oceano
Emergindo lá no fundo
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Quem nunca cometeu um erro ou uma omissão que o fez carregar uma sensação de culpa por um bom tempo?
Eu geralmente amargo a segunda opção, pois a omissão nos vende a ilusão de que suas conseqüências bastarão apenas a nós. Que a nossa incerteza sobre tomar uma atitude não prejudicará diretamente o próximo.
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Eu tenho que admitir: Eu estou evoluindo!
Vejo a minha trajetória nesta vida como um constante desdobramento. E sempre me surpreendo com o que vem a seguir. Hoje estou aprendendo a pisar firmemente com os dois pés no presente. E fazer isto é imprescindível para que a vida aconteça. Eu sinto que estou numa grande escadaria, e ela está em constante formação. É preciso tirar o pé do passado e confiar na base que é o presente. Somente assim, livre, é que o degrau anterior se transformará no degrau seguinte. Durante muito tempo eu ficava pisando no presente, mas sempre com um pé atrás, firme no passado. Equilibrando-me numa posição que não me levaria a lugar algum.